segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O YouTube e os processos de transmissão de arquivos de vídeo


A história do Youtube, site que possibilita a visualização e publicação de vídeos, teve início em uma garagem de San Francisco na Califórnia, Estados Unidos, em fevereiro de 2005. Os seus criadores, Chad Hurley e Steve Chen, eram funcionários de uma empresa de tecnologia. Eles criaram um programa de computador com o objetivo de dividir vídeos com os amigos. Cerca de 20 meses depois, essa ferramenta foi vendida por US$ 1,65 bilhão para o Google, que também começou em uma garagem de San Francisco há oito anos. A idéia de criar o Youtube surgiu devido à dificuldade de compartilhar arquivos de vídeo.[1]

Com a popularização dos vídeos na web, é fácil ter acesso a nova modalidade de ensino conhecida como vídeo tutorial. O Youtube, por exemplo, permite aos seus usuários visualizar ou compartilhar vídeos em formato digital. Assim, está disponível no ciberespaço com acesso irrestrito, interativo e descentralizado. Seu conteúdo é disponibilizado através do formato Adobe Flash. “O YouTube foi o primeiro site a utilizar a compressão dos vídeos para o formato FLV, ou Flash Vídeo. Esse formato aumenta a compressão e reduz o tamanho do arquivo, potencializando a velocidade de transmissão de dados.” (SERRANO, 200?, p. 3). Basta digitar a palavra chave na parte superior do site e clicar em “Pesquisar”. Atualmente, é o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo. Esta posição foi alcançada devido à possibilidade de hospedar quaisquer vídeos, exceto aqueles que são protegidos por copyright. Mesmo assim, são inúmeros os materiais protegidos que estão disponíveis na grande rede. Seu conteúdo traz uma grande variedade de filmes, videoclipes e materiais gravados pelos próprios usuários. Os vídeos podem ser visualizados não apenas pelo próprio Youtube, mas também em blogs e sites pessoais através de mecanismos desenvolvidos pelos sites. Para isso, basta copiar a URL (Uniform Resource Locator)[2] correspondente ao vídeo escolhido e colá-la no código fonte de uma página HTML(Siga inglesa que corresponde a Hypertext Markup Language )[3]. (SERRANO, 200?).

É importante deixar claro que o Youtube não é a única ferramenta que permite a publicação e visualização de vídeos, sejam eles tutoriais ou não. Como exemplos, podemos citar: Google Vídeos, Metacafé, Myspace, Trama Virtual, MSN, entre tantos outros.


[1] Segundo dados do site http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,AA1306288-6174,00.html.

[2] Em Português, significa Localizador de Recursos Universal. Corresponde ao endereço de um recurso que pode ser desde um arquivo a uma impressora, disponível em uma rede corporativa, chamada de intranet, ou na própria Internet. Uma URL segue a seguinte estrutura: protocolo://máquina/caminho/recurso.

[3] É uma linguagem de descrição de documentos da World Wide Web. Esta aplicação utiliza tags para definir os diferentes elementos de uma página, tais como texto, elementos multimédia, formulários, hiperligações, etc.

Abaixo temos as duas formas possíveis de visualizar vídeos através do Youtube:


1 – Download


Resumidamente, significa baixar ou descarregar um arquivo, não importa o formato, para o computador. É a maneira mais antiga de transferir um arquivo de vídeo. Neste tipo de transmissão, o vídeo é transferido como qualquer tipo de arquivo. Assim, deve ser totalmente baixado para que seja possível assisti-lo. Para que um arquivo possa ser compartilhado e conseqüentemente baixado neste tipo de transmissão, precisa ser hospedado em algum servidor. (CASTRO, 2005)


2 - Download Progressivo


É um tipo de download que foi recentemente incorporado a rede mundial de computadores e está fazendo muito sucesso. Permite assistir o vídeo enquanto ele é baixado, no entanto pode gerar uma sobrecarga do servidor quando o vídeo é visto por muitas pessoas ao mesmo tempo. É possível mover a marcação numa barra de progresso e passar rapidamente por várias partes do vídeo. Como vantagens desta modalidade temos: o servidor pode ser bastante simples, como um servidor de páginas web HTML, o que evita gastos extras com hospedagem em servidores específicos; melhor qualidade de áudio e vídeo; sofre menos influência pelas condições da conexão da Internet. Por ser utilizado para transmissões de boa qualidade, o usuário precisa esperar até que todo o conteúdo seja descarregado. (PEREIRA, 200?).


Autor: Emmanuel França

Retirado da Monografia: FERRAMENTAS GRÁFICAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES COM VÍDEOS TUTORIAIS

CIBERCULTURA


O filósofo Pierry Levy afirma que “com o espaço cibernético temos uma ferramenta de comunicação muito diferente da mídia clássica, porque é nesse espaço que todas as mensagens se tornam interativas, ganham uma plasticidade e têm uma possibilidade de metamorfose imediata. E aí, a partir do momento que se tem o acesso a isso, cada pessoa pode se tornar uma emissora, o que obviamente não é o caso de uma mídia como a imprensa ou a televisão”.

A imagem do topo deste post confirma cada vírgula da afirmação de Levy. A partir do momento que o acesso ao cyberespaço for democratizado, mais pessoas se tornarão geradores de conteúdo, contribuindo com a consolidação da inteligência coletiva anunciada pelo filósofo.

O problema é que, mais do que ter acesso à rede, as pessoas precisam ser educadas para navegar na internet. Muita gente ainda apresenta problemas para ler conteúdos web, pois não conseguem enxergar as reentrâncias do sistema. Quem nunca escutou a frase: “Não confio em blogs!”. Não confia por dois motivos. Primeiro, não sabe ler. Se soubesse, não teria dificuldade de diferenciar conteúdos sérios de brincadeiras e ironias dos blogueiros.

Segundo, não sabe navegar. Hoje, através do Google, por exemplo, é muito fácil conseguir confirmar se uma informação é verdadeira ou não. “Navegar é preciso”, no entanto, o que a maioria ainda não aceita é que na internet também estão as imprecisões da vida. Não sabe viver = Não sabe aproveitar a web.

Muitos não estão preparados para ter um contato mais direto com essa vida posta na rede. Eles ainda precisam de uma mediação, com todos os seus ruídos e erros. Para esses, eu tenho um conselho: pare de ler sobre a vida dos mendigos na mídia, fale com o próprio mendigo. Agora, ele também é a mídia.


Fonte: http://www.numclique.net/mendigo-com-notebook-e-icone-da-cibercultura/


O NASCIMENTO DA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES E DA CIBERCULTURA

Quando surgiu em 1969 nos Estados Unidos e chamava-se ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency), a Internet era uma rede do Departamento de Defesa norte-americano cuja função era interligar laboratórios de pesquisa. (BOJO, 2000).

O conceito Internet surgiu a partir do momento que, no auge da guerra fria, os cientistas queriam uma rede que continuasse em funcionamento mesmo no caso de bombardeios. Ou seja, uma rede em que todos os pontos se equivalessem sem que existisse um comando central. Isso significa que mesmo diante da destruição de determinados computadores, a rede continuaria funcionando e, como podemos observar atualmente, é desta forma que a internet funciona. Hoje a Internet é um conjunto de mais de milhares de redes no mundo inteiro tendo em comum o protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol). O termo Internet surgiu muitos anos depois, a partir do momento que a tecnologia da ARPAnet passou a ser utilizada com o objetivo de conectar universidades e laboratórios. No início, essa prática se deu nos Estados Unidos e posteriormente se espalhou por outros países (BOJO, 2000).

Sua forma atual usa o protocolo TCP/IP, utilizado por dois computadores para trocar informações. Mesmo entre máquinas de tipos diferentes (Pcs, Macs), é possível esta troca, pois são capazes de efetuar o mesmo tipo de comunicação. As redes propiciavam que as mensagens fossem enviadas e divididas em partes, os pacotes, que seguiriam caminhos decididos ao longo do próprio percurso por determinados computadores conhecidos como roteadores. Ao chegar ao destino, a mensagem era reconstruída (BOJO, 2000).

Atualmente e cada vez mais, a Internet é um importante meio de dinamizar a comunicação, a integração social e a globalização.

A Internet é organizada na forma de uma malha, uma imensa rede de computadores sem um poder central. Para enviar mensagens ou visitar sites, é necessário utilizar um computador com acesso à Internet. Este computador local será conectado a uma máquina com grande poder de processamento e conexões velozes, conhecida como servidor. Estes gerenciadores de comunicação (provedores) possibilitam conectar outras cidades, regiões e países, traçando rota até chegar ao destino e podem ser controlados por universidades, empresas, órgãos governamentais etc. (COSTA, 2006, p. 7).

A restrição ao ambiente acadêmico e científico durou duas décadas. O uso comercial foi liberado pela primeira vez apenas em 1987, nos Estados Unidos, mas só em 1992 começou a ter seu uso intensificado devido ao interesse dos novos internautas. A partir de então, começaram a surgir inúmeras empresas provedoras de acesso e milhares de pessoas passaram a armazenar informações na Internet.

Outro fator que contribuiu para a popularização da Internet foi o computador pessoal que passou a ser comercializado em larga escala. Como observamos em Lévy (1999), os computadores deixaram de ser grandes máquinas de calcular, frágeis e isoladas em salas refrigeradas. Serviam apenas para cálculos científicos, às estatísticas dos Estados e das grandes empresas ou a tarefas pesadas de gerenciamento como as folhas de pagamento, por exemplo. Essa mudança de cenário se deu a partir dos anos 70 graças ao desenvolvimento e a comercialização do microprocessador que ocasionou significativos processos econômicos e sociais. Além dos computadores pessoais, ocorreu uma grande mudança na automação da produção industrial. A robótica, máquinas industriais com controles digitais, linhas de produção flexíveis, são exemplos que podemos citar. Vale salientar também que o computador pessoal aos poucos deixou de ser utilizado simplesmente para serviços de processamento de dados das grandes empresas e dos programadores profissionais. Passou, por exemplo, a ser utilizado na criação de textos, imagens, músicas, na organização de bancos de dados, planilhas etc.

De acordo com Lévy (1999, p. 32),

os anos 80 viram o prenúncio do horizonte contemporâneo da multimídia. A informática perdeu, pouco a pouco, seu status de técnica e de setor industrial particular para começar a fundir-se com as telecomunicações, a editoração, o cinema e a televisão. A digitalização penetrou primeiro na produção e gravação de músicas, mas os microprocessadores e as memórias digitais tendiam a tornar-se a infra-estrutura de produção de todo o domínio da comunicação. Novas formas de mensagens “interativas” apareceram: este decênio viu a invasão dos videogames, o triunfo da informática “amigável” (interfaces gráficas e interações sensório-motoras) e o surgimento dos hiperdocumentos (hipertextos, CD-ROM).

Na citação acima, é notório que esse também foi um momento crucial para o surgimento de novas formas de comercialização de produtos e serviços e para disseminação do conhecimento humano. Assim, a internet é utilizada por pessoas de todas as classes sociais e nos mais variados segmentos: negócios, conhecimento, notícias, comércio e entretenimento. É possível encontrar sites e home-pages sobre estes vários segmentos de modo que podemos realizar compras, vender produtos, realizar transações bancárias e uma série de outras coisas que antes só podiam ser feitas no espaço físico das organizações.

Hoje, com um clique, é possível ter acesso a páginas que contêm desde textos a imagens com um alto nível de qualidade visual. A Internet tem como principais vantagens o fato de se utilizar de diversos recursos que todos os outros meios de comunicação utilizam. Permite, por exemplo, ler uma revista, um livro, assistir programas, filmes, vídeos, música. Enfim, é como se todos os outros meios de comunicação estivem reunidos em um único meio. Essa grande interatividade atrai cada vez mais pessoas ao longo do globo, principalmente jovens que passam horas em frente a um computador em relações virtuais assim como se deparam com anúncios de produtos e serviços. Por cobrir praticamente todos os serviços das redes que vão desde a Web aos correios eletrônicos, permite que anunciantes divulguem seus produtos e serviços de ambas as formas.

Ao navegarmos por esse mundo online, percebemos que se trata de uma mídia flexiva. Permite que uma campanha seja rapidamente lançada, atualizada ou cancelada imediatamente, algo que seria impossível quando se trata de outros meios de comunicação como a revista, por exemplo. Ou seja, a rapidez com que tudo acontece na Internet é muito grande. Os sites mais elaborados e que pertencem a grandes empresas e instituições são constantemente atualizados. Quando navegamos pela Internet podemos perceber que a cada instante notícias são veiculadas e as propagandas seguem o mesmo ritmo, ou com atualizações ou com a troca.

Assim, cada vez mais os usuários se sentem atraídos pelas compras através da maior rede mundial de computadores. Os sites empresariais estão disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana, não importa a distância entre empresas e compradores. Outro fator facilitador de acesso a esse tipo de comercialização é a possibilidade de consulta de qualquer parte. O usuário pode estar em casa, no escritório, na casa de amigos, cibercafé, universidades. Enfim, a disponibilidade é cada vez maior.


Autor: Emmanuel França

Retirado da Monografia: FERRAMENTAS GRÁFICAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES COM VÍDEOS TUTORIAIS

Software


Compreende a parte lógica (programas) que comanda a realização de tarefas. Existe uma dependência entre software e hardware para que exista processamento. Através de instruções o computador é capaz de realizar as mais variadas tarefas. (JUNIOR, 2006).

Atualmente, existe uma enorme gama de aplicativos no mercado, cada um com objetivos definidos para atender às necessidades dos usuários. É possível encontrar desde editores de texto a sofisticados programas de edição de imagens e vídeos. Apesar de ser um software, sua função e natureza difere dos sistemas operacionais e ferramentas a eles ligadas. Hoje em dia, existem inúmeros sites que permitem ao usuário comum baixar gratuitamente inúmeros programas. Dentre as modalidades existentes temos: gratuitos, porém geralmente não são considerados software livre como perceberemos em seguida (freeware), em fase de teste (versão beta), Trial (sem todos os recursos, apenas para testar e despertar o interesse de compra), shareware (bastante parecido com o trial, mas geralmente vem completo. No entanto, após determinado tempo de uso não permite ao usuário o seu acesso. Para que continue sendo utilizado é preciso que sua licença seja adquirida). Além desses, ainda existem os tão famosos e utilizados piratas. Neste caso, são programas shareware, sejam sistemas operacionais ou aplicativos, reproduzidos ilegalmente sem a autorização expressa do titular da obra e, conseqüentemente, sem a devida licença de uso.


Autor: Emmanuel França

Retirado da Monografia: FERRAMENTAS GRÁFICAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES COM VÍDEOS TUTORIAIS

Sistemas Operacionais

Também conhecido como sistema operativo, o sistema operacional é um programa ou um conjunto de programas cuja função é servir de interface entre o computador e o usuário. Ao mesmo tempo pode ser visto como um programa de grande complexidade que é responsável por todo o funcionamento do computador desde o software a todos os periféricos (hardwares) instalados na máquina. É absolutamente necessário, pois controla todo o funcionamento do equipamento. Possui todos os comandos básicos que os aplicativos utilizarão, em vez de possuir todas estas funções re-escritas para cada aplicativo. Como exemplos de sistemas operacionais podemos citar: Linux, MS-DOS, Unix, Os. Uma outra característica dos atuais sistemas é a interface gráfica, composta de ícones, menus e janelas para acessar programas, discos e executar comandos do sistema. (JUNIOR, 2006).

Steve Jobs, pioneiro em computador e informática desde o seu primeiro empreendimento bem-sucedido, o intitulado Apple I (computador compacto), e seu amigo Wozniaki iniciaram a criação de um projeto que resultou numa revolução em matéria de software e hardware. Após a criação do Apple II, Jobs percebeu o potencial comercial de um computador compacto, monobloco. A partir de 1979, ele e seu amigo desenvolveram o projeto Macintosh que sugeria o desenvolvimento de uma interface gráfica baseada por navegação de ícones, pastas e janelas. Para isso, bastava utilizar o mouse. Ou seja, naquela época só era possível realizar as tarefas que os computadores permitiam através do teclado. Existe uma polêmica em torno de uma visita de Steve Jobs ao Parc da Xerox Corporation, que acarretou em algumas acusações sem provas de espionagem industrial. Mesmo diante desta incerteza o que tudo indica é que o modelo do sistema da Xerox serviu apenas de inspiração para a criação do primeiro Mac OS (sistema operacional padrão dos Macintosh). (PEREIRA et al, 2006).

Como afirma Grinberg (2007), a família de softwares Windows, por exemplo, passou por um processo de desenvolvimento até chegar ao que existe hoje em matéria de ambientes gráficos que permitem ao usuário enviar comandos ao computador através de cliques em ícones ou seleção de itens em menus. No caso do Windows, a grande vantagem dos ambientes gráficos é a não necessidade de digitar comandos do sistema operacional MS-DOS exigido nas primeiras versões.

No início, o usuário precisava memorizar vários tipos de comandos para efetuar tarefas básicas como copiar, colar, abrir e fechar pastas e arquivos. Sem as interfaces gráficas tão utilizadas atualmente nos diversos sistemas operacionais existentes, sejam eles proprietários ou não, seria impossível, por exemplo, editar vídeos e imagens. Diversos profissionais ficariam impossibilitados de executar seus trabalhos. Seria impossível imaginar a qualidade dos trabalhos publicitários que buscam sempre chamar a atenção do público-alvo em questão para as peças impressas e vídeos. Pensar na publicidade como vemos hoje sem os ambientes gráficos seria inadmissível. Essa contribuição trouxe um enorme avanço para este mercado publicitário, além de permitir o aprimoramento do trabalho de profissionais da área de criação, departamento composto pela dupla formada pelo diretor de arte, responsável pela parte visual das peças publicitárias e pelo redator, cuja função é criar os textos (títulos, slogans entre outros). Ambos os profissionais são coordenados pelo Diretor de Criação. A função destes profissionais é importantíssima para as Agências de Publicidade, pois pertencem ao departamento de onde saem às idéias para os anúncios.

Autor: Emmanuel França

Retirado da Monografia: FERRAMENTAS GRÁFICAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES COM VÍDEOS TUTORIAIS

domingo, 17 de outubro de 2010

O desenvolvimento e importância social do Open Source

Atualmente, não podemos falar de software e deixar de abordar o fenômeno conhecido como Open Source. Também chamado de software livre, é o programa que pode ser utilizado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem restrição alguma. Para que isso seja possível, o software deve ser acompanhado por uma licença de software livre como a GPL ou a BSD. Ao mesmo tempo, deverá ter seu código fonte disponibilizado para que qualquer programador possa fazer alterações. Vale salientar que existe uma diferença entre software livre e software de domínio público. Enquanto o primeiro quando utilizado em combinação com licenças típicas como a GPL e BSD, tem os direitos autorais do programador/organização garantidos, o segundo corresponde a renuncia do autor do software à propriedade do programa e a todos os direitos associados. Conseqüentemente, neste último caso, o software se torna um bem comum. (CAMPOS, 2006).


O software livre teve seu início em 1983, com a indignação de Richard Stallman contra a proibição de se acessar o código fonte de qualquer software. Todos os esforços de programação eram reunidos em torno do nome GNU – GNU’s Not Unix. Nesta época, todos os sistemas operacionais existentes eram proprietários e o SO GNU criado por Stallman tinha o objetivo de mudar essa situação que impedia a liberdade de acesso ao código-fonte. Posteriormente, em 1985, provavelmente desenvolvido a partir do conhecimento acumulado de vários programadores, foi criada a Free Software Foundation, organização sem fins lucrativos para financiar campanhas do movimento do software livre. No início, o movimento de software livre reunia e distribuía programas e ferramentas livres com o código fonte aberto. Isso possibilitava que os programadores tivessem acesso não apenas aos softwares, mas também aos códigos em que foram criados. A intenção era criar um sistema operacional livre baseado na lógica do Unix, que assim como o Windows, era um sistema proprietário. (BIANCHI; SOUZA, 2008).


Para que um software seja considerado livre, precisa atender as quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation. Abaixo estão essas quatro liberdades para os usuários do software (STALLMAN, Apud BIANCHI; SOUZA, 2008):

  • Liberdade nº 0: a liberdade de executar o programa como quiser, para qualquer propósito;
  • Liberdade nº 1: a liberdade de estudar o código-fonte do programa, ou seja, como ele funciona, e alterá-lo, adaptando-o para as suas necessidades. Como percebemos, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
  • Liberdade nº 2: a liberdade de redistribuir cópias exatas do programa de modo a poder ajudar ao outro;
  • Liberdade nº 3: a liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos de modo que toda a sociedade se beneficie. O acesso ao código-fonte também é um pré-requisito para esta liberdade.

Percebe-se que o usuário é livre para fazer modificações, neste caso aperfeiçoamentos, e redistribuir cópias de forma gratuita ou através da cobrança de taxas pela distribuição. Ou seja, a partir do momento que o indivíduo está de posse do programa ou sistema operacional Linux, independentemente de qual seja a distribuição, não precisará pedir ou pagar pela permissão. Vale salientar que é importante não confundir freeware com software livre. O programa freeware geralmente é um programa copiado e distribuído gratuitamente, mas normalmente não permite a visualização e acesso ao código-fonte. Sendo assim, não pode ser estudado e modificado. (STALLMAN, Apud BIANCHI; SOUZA, 2008).

A liberdade de utilizar um programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário comunicar ao desenvolvedor ou a qualquer outra entidade em especial. (CAMPOS, 2006, p. 2).

Uma das grandes vantagens dos softwares livres em relação aos proprietários é a autonomia tecnológica. Assim, não somos obrigados a atualizar as versões de programas de maneira permanente. Isso é uma forma que os fabricantes encontraram de ganhar dinheiro nos obrigando a fazer essas atualizações sob pena de perdermos o suporte e compatibilidade com os novos formatos. Essa prática também faz com que os hardwares se tornem obsoletos. Cada vez mais as empresas detentoras de programas e sistemas operacionais proprietários incentivam os usuários a fazerem upgrades de suas máquinas para que os programas e sistemas operacionais atualizados possam rodar de forma eficiente. Como podemos perceber, é um ciclo vicioso e injusto para com a sociedade, principalmente com aqueles que não têm fácil acesso a tecnologia e informação.

Outra vantagem é com relação à segurança. Graças ao código aberto, é possível saber o que está sendo instalado em nossos computadores, o que impede que sejamos vítimas de vírus, cavalos de tróia, spyware, entre outros programas prejudiciais ao sistema operacional.

Acreditamos que a motivação que levou ao surgimento do software livre corresponde à importância de um modelo colaborativo onde a sociedade contribui para a disseminação do conhecimento. Da mesma maneira que a ciência evolui com base em conhecimentos pré-desenvolvidos a programação de aplicativos também. Ou seja, os programas evoluem com base no que já foi criado anteriormente. Assim, é necessário que o conhecimento seja compartilhado por todos, o que nos proporciona uma sociedade mais justa. Ao mesmo tempo, o modelo colaborativo do Open Source permite aos indivíduos à liberdade de escolha e um acesso mais fácil a tecnologia que nos dias de hoje é tão importante no processo de inclusão social.

O Open Source é um movimento político com o objetivo de dar liberdade aos usuários de programas. Um software que dá esta liberdade é de propriedade do conhecimento humano. Diferentemente deste, um programa proprietário é um conhecimento secreto, roubado da humanidade. As pessoas se confundem bastante ao acreditar que software livre é software gratuito. Não é uma questão de preço, mas de liberdade do usuário e de solidariedade de sua comunidade. Sendo assim, permitir a distribuição de cópias, é permitir a solidariedade social. (STALLMAN, Apud BIANCHI; SOUZA, 2008).

Se levarmos em consideração o sistema operacional proprietário Windows, por exemplo, perceberemos o quanto a sociedade mundial ainda está acorrentada num modelo que visa apenas o lucro e não permite o compartilhamento do conhecimento e conseqüentemente prejudica a solidariedade social tão defendida por Stallman. Vale salientar ainda que assim como o software livre, a produção e publicação de vídeos tutoriais na web também é um modelo solidário que pode ser acessado por qualquer indivíduo. Assim, o estudante de publicidade e propaganda pode se utilizar desta ferramenta no que se refere aos aplicativos voltados para a criação de peças gráficas.


Autor: Emmanuel França

Retirado da Monografia: FERRAMENTAS GRÁFICAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES COM VÍDEOS TUTORIAIS

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Minha primeira vez

Quem achou pelo título que eu estava fazendo referência a primeira relação sexual da minha vida se enganou. Rsrs. Acabo de criar meu Blog. As pessoas falam tanto dessa forma interessante de expor idéias, pensamentos e desabafos que acabei criando o meu. Acho que vou gostar da novidade, pelo menos pra mim, e espero que alguém possa fazer uma visita e deixar algum comentário algum dia. Talvez isso seja melhor do que um psicólogo. Quem sabe? Só o tempo dirá.
Vou aproveitar esta estréia para me apresentar. Como perceberam, meu nome é Emmanuel (os religiosos gostam de lembrar que significa Deus conosco). Vai ver é por isso que tanta gente liga pra o meu celular. Rsrs Sou Publicitário e ese ano concluo uma pós-graduação (MBA em Gestão de Pessoas). Aos poucos vou editar meu blog pra tentar fazer dele algo útil.

Abraços,

Emmanuel França